De 2000 a 2007, o número de portugueses a residir em Espanha passou de 41.997 para 94.581, explicou ao SOL a ex-dirigente dos Assuntos Consulares, e mulher de Manuel Alegre, estimando ainda em 250 mil o número de portugueses a trabalhar no Reino Unido.
No entanto, a questão dos números é problemática pois desde 2003 que o Instituto Nacional de Estatística (INE) não tem dados oficiais para divulgar sobre a situação. Naquele ano deixou de se fazer o Inquérito aos Movimentos Migratórios de Saída. «Este inquérito está em fase de reformulação», justificou ao SOL fonte oficial do INE.
Os últimos dados são, por isso de 2003 e apontam apenas para a saída, nesse ano, de 27 mil portugueses. Em contrapartida, sabe-se, com segurança, que as remessas dos emigrantes não param de crescer. Em 2007, entraram em Portugal 7,3 milhões de euros por dia.
Para conseguir ter um retrato das Comunidades Portuguesas no Estrangeiro, Mafalda Durão Ferreira teve de socorrer-se de dados de várias entidades, como os Consulados Portugueses, a Organização Mundial do Trabalho, a ONU, o INE e um artigo da investigadora Helena Rato.
«Há uma visão economicista e a preocupação resume-se ao dinheiro que entra, mas se a ligação com o país é perdida pelas novas gerações, perdem-se também as remessas», explica Helena Rato, para quem o conhecimento dos dados é fundamental e tem sido muito descuidado nos últimos anos.
Sente-se, por exemplo, uma ligeira viragem no perfil do emigrante, com a saída de pessoas mais qualificadas. Mas essa percentagem continua a ser ínfima no total de emigrantes que «apenas querem ganhar dinheiro e se submetem a trabalhos que não fariam em Portugal», explica o padre Pedro Rodrigues, que está há mês e meio numa paróquia de Londres. «Todos os dias chegam pessoas vindas de regiões que até nem era normal procurarem Inglaterra, como o Alentejo», conta.
sábado, 15 de março de 2008
segunda-feira, 3 de março de 2008
SABEM COMO É QUE OS NÚMEROS DO DESEMPREGO NÃO SÃO MAIS ALARMANTES?
Só em Espanha já estão mais de cem mil portugueses a trabalhar. É verdade que o mercado de trabalho se tornou contingente em toda a Europa e que a protecção social e o emprego seguro existem cada vez menos.
É verdade tudo isso mas Portugal é o pior e todos n´so temos que ter essa consciência.
Só no último ano (2007), número de portugueses a trabalhar em Espanha aumentou mais de 40 por cento.
É do Minho e de Trás-os-Montes que saem mais pessoas à procura de trabalho.
Já não bastava muitos portugueses terem que nascer espanhóis pelo fecho das maternidades no interior.
É verdade tudo isso mas Portugal é o pior e todos n´so temos que ter essa consciência.
Só no último ano (2007), número de portugueses a trabalhar em Espanha aumentou mais de 40 por cento.
É do Minho e de Trás-os-Montes que saem mais pessoas à procura de trabalho.
Já não bastava muitos portugueses terem que nascer espanhóis pelo fecho das maternidades no interior.
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